terça-feira, 7 de junho de 2011

OFICINA DE FÁBULA

PLANEJAMENTO DA OFICINA DE FÁBULA
Área do conhecimento: Linguagem, Códigos e suas Tecnologias.
Estagiária/ Professora: Lucineide Pereira dos Santos

Tema Central: Linguagem, Comunicação e Interação
Objetivos:
• Ampliar os conhecimentos dos alunos sobre a escrita de textos narrativos;
• Ler e analisar a fábula como um gênero literário específico;
• Recontar a fábula oralmente, explorando os recursos existentes na oralidade, valorizando a entonação de voz;
• Ler e interpretar fábulas observando os elementos que precisam estar adequados à finalidade do texto, ao efeito de sentido que se quer promover;
• Analisar de forma critica os valores morais imbricados nessas obras literárias;
• Usar a criatividade reproduzindo a fábula através de desenho;
• Produzir/ reescrever fábulas, levando em conta as características do gênero.

Conteúdos:
• Leitura de diversas fábulas;
• Oralidade;
• Produção escrita;
• Coesão e coerência;
• Discurso direto e indireto;
• Texto informativo.

Metodologia:
A oficina realizar-se-á em 4 horas, através de algumas ações:
• Apresentação de diversas fábulas para levantamento de conhecimentos prévios;
• Leitura em grupo de um texto informativo sobre fábulas (origem, características);
• Leitura de fábula em vídeo (filme “A Lebre e a Tartaruga”) e em slide para comparação entre linguagens (elementos verbais e não verbais), trabalhar sequência lógica e identificação dos elementos de coesão;
• Criatividade (fazer desenho que represente sua fábula);
• Atividade individual (reescrita e ilustração de fábulas);
• Socialização das produções – oralidade (reconto da fábula, no intuito de socialização das produções).

ETAPAS PREVISTAS:
LEVANTAMENTO DE CONHECIMENTOS PRÉVIOS:
I Momento (60 minutos)
Apresentação de diversas fábulas para levantamento de conhecimentos prévios:
 Conversa informal; apresentação de diversas fábulas, leitura em grupo das mesmas com intuito de perceberem suas características, bem como, os elementos que contribuem para estabelecer ligação entre palavras, orações e ideias;
 Buscar evidenciar nessa primeira leitura:
• Além das características da fábula, evidenciar também o que já compreendem acerca dos elementos gramaticais que constituem a construção de sentido desse texto.


APROFUNDANDO OS CONHECIMENTOS ACERCA DA FÁBULA:
II Momento (50 minutos)
Leitura em grupo de um texto informativo sobre fábulas (origem, características):
• Distribuir a cada grupo um texto informativo sobre origem, principais autores e características da fábula;
• Solicitar que façam a leitura e tomem nota acerca dessas características e elementos que compõem a fábula;
• Em seguida, pedir que cada um escolha uma das fábulas lidas no 1º momento e identifiquem as características da fábula e analisem de forma crítica os valores morais imbricados nelas;
• Estabelecer socialização pelo grupo do que compreenderam (origem, principais autores, características) exemplificando por meio da fábula escolhida.

III Momento (60 minutos)
Leitura de fábula em vídeo (filme “A Lebre e a Tartaruga”) e em slide:

• Após as leituras:

 Comparar linguagens do texto em vídeo com as do texto em slide (elementos verbais e não verbais);
 Analisar a sequência lógica presente no texto narrativo, identificando os elementos que a estabelecem;
 Identificar os elementos de coerência e coesão textual que dão sentido ao texto.

Intervalo (20 minutos)

PRODUÇÃO TEXTUAL:
IV Momento (60 minutos)
• Solicitar que os educandos, individualmente, escolham uma das fábulas lidas e (ou outra que conheçam) para:
 Reescrevam atribuindo outro sentido à história;
 Ilustrem a fábula, de acordo com a criatividade de cada um.
• Estabelecer socialização por meio do reconto da fábula produzida.

AVALIAÇÃO:
A avaliação será de forma coletiva em todos os momentos em que os alunos estiverem participando das discussões propostas e individualmente por meio da produção das atividades escritas e da oralidade.
Recursos:
• TV Pendrive
• Lápis de cor
• Hidrocor
• Xerox dos textos
• Papel oficio
• Papel pautado

Atividade extraclasse:
• Interpretação de texto (o pastorzinho e o lobo).

Referências:
http://www.google.com.br/search?Source=ig&hl=pt-BR&rlz=&q=f%C3%A1bulas+de+esopo&aq=3&aqi=g5g-z1g4&aql=&oq=f%C3%A1
Lobato Monteiro. Fábulas e histórias diversas, São Paulo: Brasiliense, 1960. p. 91-2)












Neste texto, Arthur Nestrovski conta o que são e como apareceram as fábulas.

Há muito, muito tempo mesmo, mais de 2.000 anos, os homens viviam rodeados de animais.
As cidades eram pequenas, não havia nem car¬ros, nem telefones, nem televisão - não havia nem luz elétrica. Naquela época, os homens se davam muito bem com os bichos e contavam histórias so¬bre eles. Alguns achavam até que eram um pouco como os animais e que os animais, afinal, não eram tão diferentes da gente.
Foi na Grécia que apareceram as primeiras dessas histórias. São as fábu¬las, que a gente conhece até hoje. Nessas histórias, todos os bichos falam, e a gente entende o que eles dizem. A primeira delas foi escrita por Hesíodo e é sobre um gavião e um rouxinol.
Sabe quanto tempo faz? Contando em avós, são 47 avós: mais ou menos 2.800 anos. Tem que ser uma história muito boa para sobreviver tanto tempo!
O maior contador de fábulas da Grécia apareceu um pouco mais tarde e se chamava Esopo. Ele era um escravo, numa parte da Grécia, a Frígia. Foi ele que inventou as fábulas A cigarra e a formiga e O lobo e o cordeiro. Nessas histórias, os bichos mostram para a gente como a gente é.
Muito tempo depois de Esopo - mas a essa altura já faz 300 anos! -, um cavaleiro da corte do rei da França resolveu contar de novo as fábulas, mas agora em forma de versos.
O nome dele era Jean La Fontaine. As fábulas de La Fontaine são iguais `as de Esopo, mas escritas nas palavras dele, que era um grande poeta. Juntando todas as fábulas, são mais de 250.


ESOPO

Esopo foi um fabulista grego que viveu no século VI a.C. Pelo que se conta, foi escravo em Samos, ilha da Grécia, e teria, depois de conseguir sua liberdade, viajado ao Oriente. Viveu na corte de Creso, mas, por ter consultado o oráculo de Delfos em nome do soberano, foi condenado à morte. É personagem meio lendário, que se representava como indivíduo feio, corcunda e gago.
Esopo é considerado o pai da fábula, um tipo de história curta, cujos personagens são quase sempre animais, e que ensina como agir de acordo com o bom senso e como se sair bem nas situações difíceis da vida.


MONTEIRO LOBATO

Nosso grande fabulista foi Monteiro Lobato. Além de recontar as fábulas de Esopo e de La Fontaine, criou suas próprias com a turma do Sítio do Pica-pau Amarelo. O escritor se queixava constantemente da ausência de fábulas nacionais; por isso, resolveu criá-las.
José Bento Monteiro Lobato foi o criador da literatura infantil brasileira e no romance «Ideias de Jeca Tatu», saído em 1919, criou uma figura paradigmática do homem rural desamparado e pobre. Numa fazenda de Taubaté, no Estado de S. Paulo, Brasil, veio ao mundo em 18 de Abril de 1882. Formou-se em Direito e tornou-se promotor público cargo que abandonou em 1911, para administrar a fazenda que herdou do avô. Com um artigo publicado no jornal «O Estado de S. Paulo» começou a sua carreira literária, 1918.
Ao longo da vida envolveu-se em muitas lutas pelo interesse público, que culminaram com a defesa da tese da existência de petróleo no país, luta pela qual passou seis meses de prisão, em 1941.
A sua obra mais importante, porém, é a série de histórias que escreveu para crianças, iniciada com a publicação de «Reinações de Narizinho», em 1921. Foi o primeiro escritor brasileiro a tratar a literatura infanto-juvenil com seriedade. Os seus livros não são apenas divertidos, porque procuram sempre informar e educar os jovens leitores.
Escreveu variada literatura também para adultos, mas os seus escritos para crianças, atualmente, estão reunidos em 21 volumes, entre os quais se destacam: «Fábulas», 1922; «Emília no País da Gramática», 1934; «Geografia de Dona Benta», 1937; «O Pica-pau Amarelo», 1939; «Reforma da Natureza», 1941 e «Os doze trabalhos de Hércules», 1944.
Em 1948 a morte surpreendeu-o e deixou vazio um lugar que, possivelmente, jamais será preenchido com tanta dedicação e empenhamento pela cultura dos menores.

CARACTERÍSTICAS DE UMA FÁBULA
• Conceito: A fábula, em um sentido amplo, pode ser definida como uma narrativa curta com ações protagonizadas por animais, objetos e outros seres que agem como pessoas. Apresentam uma moral implícita (a moral da história).
• Sua função: Emocionar, divertir e instruir.
• Estrutura: Narrativa curta, cujos fatos acontecem num tempo e lugar imprecisos. As personagens são animais, plantas ou objetos que falam e agem como se fossem pessoas. Apresenta, no final, a moral, expressa em uma frase que encerra um ensinamento.
• Linguagem: A linguagem empregada é predominantemente a variedade padrão. Os verbos são empregados no passado e o tempo é indeterminado.






A Cigarra e a Formiga versão de “Esopo”
Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.
Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno.
Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem o bate-papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha gelada.
Seu nome era 'Trabalho', e seu sobrenome era 'Sempre'.
Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e
nos bares da cidade; não desperdiçou nem um minuto sequer. Cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu prá valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.
Então, passados alguns dias, começou a esfriar.
Era o inverno que estava começando.
A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e
aconchegante toca, repleta de comida.
Mas alguém chamava por seu nome, do lado de fora da toca.
Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu.
Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari amarela com um aconchegante casaco de vison.
E a cigarra disse para a formiguinha:
- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris.
- Será que você poderia cuidar da minha toca?
- E a formiguinha respondeu:
- Claro, sem problemas!
- Mas o que lhe aconteceu?
- Como você conseguiu dinheiro para ir à Paris e comprar esta Ferrari?
E a cigarra respondeu:
Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um
produtor gostou da minha voz.
Fechei um contrato de seis meses para fazer show em Paris...
A propósito, a amiga deseja alguma coisa de lá?
Desejo sim, respondeu a formiguinha.
Se você encontrar o La Fontaine (Autor da Fábula Original) por lá, manda
ele ir para a 'Puta Que O Pariu!'


Moral da História:
Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia
só traz benefício em fábulas do La Fontaine e ao seu patrão.



A cigarra e a formiga versão de “Monteiro Lobato”

Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou:
- Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente se divertir!
- Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno.
Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer.
Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha.
A cigarra então aconselhou:
- Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar!
A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada. Resolveu viver também como sua amiga.
Mas, no dia seguinte, apareceu à rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa.
A rainha das formigas falou então para a cigarra:
- Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio.
A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou:
- Hum! O inverno ainda está longe, querida!
Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo.
Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga.
Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente à cigarra quase morta de frio.
Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa.
Naquela hora, apareceu à rainha das formigas que disse à cigarra: - No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós.
Para cigarra e param formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas.




A cigarra e a formiga “La Fontaine”
A cigarra, sem pensar
em guardar,
a cantar passou o verão.
Eis que chega o inverno, e então,
sem provisão na despensa,
como saída, ela pensa
em recorrer a uma amiga:
sua vizinha, a formiga,
pedindo a ela, emprestado,
algum grão, qualquer bocado,
até o bom tempo voltar.
“Antes de Agosto chegar,
pode estar certa a senhora:
pago com juros, sem mora.”
Obsequiosa, certamente,
a formiga não seria.
“Que fizeste até outro dia?”
perguntou à imprevidente.
“Eu cantava, sim, Senhora,
noite e dia, sem tristeza.”
“Tu cantavas? Que beleza!
Muito bem: pois dança agora..."

A lebre e a tartaruga
Certo dia, a lebre desafiou a tartaruga para uma corrida, argumentando que era mais rápida e que a tartaruga nunca a venceria. A tartaruga começou a treinar enquanto era observada pela lebre.
Chegou o dia da corrida. A lebre e a tartaruga meteram-se nos seus lugares e, após o sinal, partiram. A tartaruga estava a correr mais rápido que conseguia, mas foi ultrapassada pela lebre que, visto já estar a uma longa distância da sua concorrente, deitou-se e dormiu.
Enquanto a lebre dormia, não se dava conta que a tartaruga ia aproximando mais rapidamente da linha de chegada. Quando acordou, a lebre, horrorizada, viu que a tartaruga estava muito perto da linha de chegada. Assim, a lebre começou a correr o mais depressa que pode, tentando, a todo o custo ultrapassar a tartaruga. Mas não conseguiu.
Após a vitória da tartaruga, todos foram festejar com ela.
Moral: "Quem segue devagar e com constância sempre á frente."

O corvo e o pavão
O pavão não perdia a chance de se gabar:
— Ninguém tem penas mais belas do que eu. A minha cauda é de dar inveja. Sou a ave mais bonita, a mais perfeita!
Ao ouvir todo esse blá-blá-blá do pavão para cima da andorinha, o corvo disse:
— Alto lá! Você pode ser bonito, mas... Perfeito não é.
O pavão abriu as suas penas como um leque e, enfurecido, saltou na direção do corvo.
— E quem é você, seu pássaro horroroso, aprendiz de bruxa, símbolo de mau agouro, para ousar me criticar?
— Eu sou uma ave que enxerga muito bem!
— Pois não parece... Se enxergasse muito bem, veria que eu sou perfeito, deslumbrante, o máximo em penas!
— Uma boa parte de você até que pode ser, mas os seus pés são de causar vergonha para todas as aves do planeta!
— Hã...?
O pavão, que estava acostumado a andar com a cabeça empinada, reparou pela primeira vez em suas patas. O corvo tinha razão. Eram feias de dar dó. Cabisbaixo, ele encolheu a cauda e ficou deprimido por um longo tempo.
Moral: Não há beleza perfeita.

O Leão e o Ratinho
Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado à sombra de uma boa árvore. Veio uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.
Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu embaixo da pata.
Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistisse de esmagá-lo e deixou que fosse embora.
Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguia se soltar, e fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.
Nisso, apareceu o ratinho. Com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.
Moral: Uma boa ação ganha outra.


A reunião geral dos ratos


Uma vez os ratos, que viviam com medo de um gato, resolveram fazer uma reunião para encontrar um jeito de acabar com aquele eterno transtorno. Muitos planos foram discutidos e abandonados. No fim um rato jovem levantou se e deu a ideia de pendurar uma sineta no pescoço do gato; assim, sempre que o gato chegasse perto eles ouviriam a sineta e poderiam fugir correndo. Todo mundo bateu pal¬mas; o problema estava resolvido. Vendo aquilo, um rato velho que tinha ficado o tempo todo calado levantou-se de seu canto. O rato falou que o plano era muito inteligente, que com toda a certeza as preocupações deles tinham che¬gado ao fim. Só faltava uma coisa: quem ia pendurar a si¬neta no pescoço do gato?
Moral: Inventar é uma coisa, fazer é outra.





A mosca e a formiguinha

– Sou fidalga! - dizia a mosca à formiguinha que passava carregando uma folha de roseira. – Não trabalho, pouso em todas as mesas, lambisco de todos os manjares, passeio sobre o colo das donzelas – e até me sento no nariz. Que vidão regalado o meu...
A formiguinha arriou a carga, enxugou a testa e disse
– Apesar de tudo, não invejo a sorte das moscas. São mal vistas. Ninguém as estima. Toda gente as enxota com asco. E o pior é que têm um berço degradante: nascem nas esterqueiras.
– Ora, ora! – exclamou a mosca. – Viva eu quente e ria-se a gente.
– E além de imundas são cínicas - continuou a formiga. – Não passam de umas parasitas – e parasita é sinônimo de ladrão. Já a mim todos me respeitam. Sou rica pelo meu trabalho, tenho casa própria e nada me falta durante o rigor do mau tempo. E você? Você, basta que fechem a porta da cozinha e já está sem o que comer. Não troco a minha honesta vida de operária pela vida dourada dos falantes.
– Quem desdenha quer comprar – murmurou ironicamente a mosca.
Dias depois a formiga encontrou a mosca a debater-se numa vidraça.
– Então, fidalga, o que é isso? – perguntou-lhe.
A prisioneira respondeu aflita:
– Os donos da casa partiram de viagem e me deixaram trancada aqui. Estou morrendo de fome e já exausta de tanto me debater.
A formiga repetiu as empáfias da mosca, imitando-lhe a voz: "Sou fidalga! Pouso em todas as mesas... Passeio pelo colo das donzelas..." e lá seguiu seu caminho, apressadinha como sempre.

A raposa e as uvas

Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra tinha sido excelente. Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas. Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:
- Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Se alguém me desse, essas uvas eu não comeria.
Moral: Desprezar o que não se consegue conquistar é fácil.

O cavalo e o burro
O cavalo e o burro seguiam juntos para a cidade. O cavalo contente da vida, folgando com uma carga de quatro arrobas apenas, e o burro — coitado! Gemendo sob o peso de oito. Em certo ponto, o burro parou e disse:
— Não posso mais! Esta carga excede às minhas forças e o remédio é repartirmos o peso irmãmente, seis arrobas para cada um.
O cavalo deu um pinote e relinchou uma gargalhada.
— Ingênuo! Quer então que eu arque com seis arrobas quando posso tão bem continuar com as quatro? Tenho cara de tolo?
O burro gemeu:
— Egoísta, Lembre-se que se eu morrer você terá que seguir com a carga de quatro arrobas e mais a minha.
O cavalo pilheriou de novo e a coisa ficou por isso. Logo adiante, porém, o burro tropica, vem ao chão e rebenta.
Chegam os tropeiros, maldizem a sorte e sem demora arrumam com as oito arrobas do burro sobre as quatro do cavalo egoísta. E como o cavalo refuga, dão-lhe de chicote em cima, sem dó nem piedade.
— Bem feito! Exclamou o papagaio. Quem mandou ser mais burro que o pobre burro e não compreender que o verdadeiro egoísmo era aliviá-lo da carga em excesso? Tome! Gema dobrada agora…













Colégio:_______________________________________________________
Data:____/____/____ Serie:________ Turma:________
Aluno (a):______________________________________________________
Professora: Lucineide Pereira dos Santos
Área do conhecimento: Linguagem, Códigos e suas Tecnologias.
Atividade: Não presencial
O PASTORZINHO E O LOBO

Lá para aqueles lados, na ilha de Samos, na Grécia, havia um menino chamado Pedro. Sua tarefa diária era levar a ovelhada para pastar e, à noitinha, recolher e guiar o rebanho para o morro. Ali, o menino juntava-se a outros pastores e descansavam.
Dia após dia... Tudo se repetia. As ovelhas, o cão, os pastores. Tudo igual, tudo igual. Que monotonia!
Num certo dia, o menino repentinamente gritou:
____ Looooooobo! Loooooooooobo!
Todos largaram seus afazeres e armados de paus correram em direção aos gritos do menino. O cão que guardava as ovelhas num sobressalto agitou-se e rosnou. As ovelhas baliram desesperadamente.
Os homens perguntaram ao menino:
___ Onde está ele? É feroz? Está faminto?
Pedro, perspicaz, respondeu:
___ Era muito grande, enorme! Amarelo-amarronzado! Eu o despistei! Eu o afugentei!
Todos, muito agradecidos, saudaram o pastorzinho.
Mas no dia seguinte... As nuvens continuavam passeando calmamente, as ovelhas mastigando, o cachorro ressonando ao sol, as poucas pessoas do vilarejo caminhando lentamente de cá para lá, de lá para cá...
____ Looooooobo! ___ o menino gritou bem alto.
A ovelhada baliu, o ovelheiro latiu, o povo todo subiu o morro, munido de pedaços de paus.
____ Cadê ele? Cadê? ____ Olharam ao redor e nada viram. Homens e mulheres voltaram aos seus afazeres, desconfiados e pensativos.
Após alguns dias, o menino resolveu divertir-se novamente. Gritou com todas as letras e bem mais alto:
____ Loooooooooooooooooooobo! Loooooooooooobo!
As ovelhas continuaram mastigando, as nuvens passeando calmamente, o cão ressonou em sonhos tranqüilos. Ninguém se moveu.
De repente, com um movimento brusco, o cachorro rosnou, seus pelos arrepiaram-se e as orelhas ficaram em pé. As ovelhas, amedrontadas, agitaram-se e tentaram se agrupar.
O menino viu um grande e ameaçador lobo amarelo-amarronzado. O lobo se aproximou, chegou mais perto, mais perto e o menino gritando:
____ Lobo! Lobo! Socorro! Lo...
Nada aconteceu. Ninguém apareceu. O menino correu para cima de uma árvore, o cachorro fugiu e as ovelhas... As ovelhas viraram alimento de lobo.
No dia seguinte, não havia ovelha para contar a história, só o menino que lá de cima da árvore soluçava:
___ Nunca mais vou gritar lobo! Nunca mais!

I – PROCEDIMENTOS DE LEITURA
Descritor: Localizar informações explícitas em um texto.
1. Releia o primeiro parágrafo do texto e responda:
a) Que personagem é apresentada?

b) O que faz essa personagem?

c) Onde se passa a história?

Descritor: Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
2. Releia o segundo parágrafo.

“Dia após dia... tudo se repetia. As ovelhas, o cão, os pastores.
Tudo igual, tudo igual. Que monotonia!”

Que expressões desse trecho combinam com o significado da palavra monotonia?
(___) tudo se transformava
(___) todo dia uma surpresa
(___) cada uma fazia uma coisa
(___) tudo se repetia

Descritor: Inferir uma informação implícita em um texto.
“Todos largaram seus afazeres e armados de paus correram em direção aos gritos do menino.”
A palavra “afazeres” quer dizer:
(___) alimento
(___) trabalho
(___) brincadeira
(___) tipo de agrado

Descritor: Identificar o tema de um texto.
Este texto fala sobre:
(___) um lobo que gostava de caçar ovelhas
(___) um pastor que mentiu para brincar com os outros
(___) uma ovelha que correu do lobo
(___) um pastor que não gostava de ovelhas

II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, GÊNERO E/OU ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO.
Descritor: Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
O texto “O pastorzinho e o lobo” procura ensinar que:
(___) Os pastores cuidam bem das ovelhas e as deixam pelos campos
(___) As ovelhas têm medo de pastor
(___) As pessoas que têm o hábito de mentir ficam desacreditadas
(___) O lobo é amigo do pastor

III – COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO
Descritor: Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
No texto, acontece um fato novo que quebra a monotonia.
a) Que fato foi esse?

Descritor: Estabelecer relação causa/conseqüência entre partes e elementos do texto.
b) A partir desse fato, qual foi à reação:
• das ovelhas?

• Do cachorro?

• Das pessoas do vilarejo?

Descritor: Inferir uma informação implícita em um texto.
Vamos relembrar a reação das pessoas da aldeia quando o pastorzinho gritou lobo pela segunda vez.
“Cadê ele? Cadê? ___ Olharam ao redor e nada viram. Homens e mulheres voltaram aos seus afazeres, desconfiados e pensativos”.
Agora responda: Por que homens e mulheres ficaram desconfiados e pensativos?

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